Pit Stops: Segundos que podem definir uma corridaBaseado no Pit Spot da Equipe Ranault
Trocar quatro rodas e bombear 90 quilos de combustível para o carro em menos de dez segundos é um exercício ao mesmo tempo físico e cerebral. A preparação para esta manobra decisiva das corridas de Fórmula 1 moderna é tão meticulosa e precisa quanto o próprio pit stop.
Na Fórmula 1 moderna, a quantidade de paradas para reabastecimento, sua duração e o tempo gasto no boxe são tão importantes que podem decidir as corridas. Hoje, os pit stops se tornaram verdadeiras oportunidades de ultrapassagem, especialmente em circuitos travados.
É muito comum eles serem a grande chance de um piloto passar um rival sem ser forçado a fazer manobras arriscadas na pista. Por isso, garantir que cada parada aconteça sem falhas é a chave de uma estratégia bem planejada.
O objetivo de um pit stop é substituir as quatro rodas do carro e encher o tanque com até 90 quilos
maneira mais eficiente. O tempo é um parâmetro crucial, embora atualmente a duração da parada seja determinada pela velocidade com que o combustível é bombeado para o tanque.
Esta duração é idêntica para todas as equipes: 12,5 litros de gasolina por segundo. O procedimento de pit stop é extremamente rigoroso. Em cada um dos quarto cantos do carro, um mecânico tem a responsabilidade de remover a roda, outro coloca uma nova, enquanto um terceiro homem solta e rosqueia de volta a porca da roda com uma pistola pneumática.
Paralelamente, mecânicos, um na dianteira e outro na traseira do carro, erguem o carro do solo usando macacos rápidos. Dois outros são responsáveis pela bomba de combustível, cuja mangueira pesa 40 kg – por isso, costumam ser os mais fortes da equipe. Há ainda dois operadores de extintores de incêndio, dois que manejam os starters (dispositivos que auxiliam o início do funcionamento dos motores), os responsáveis pela substituição do bico ou pelo ajuste da asa dianteira em caso de necessidade, os que limpam as caixas laterais e a viseira do piloto. No total a quantidade de pessoas necessária chega a 23.
Aglomerar mais de 20 pessoas em 20 m² de espaço, ao lado de gasolina pressurizada, componentes incandescentes, além dos carros que passam pelos boxes a 100 km/h, exige uma organização impecável. A segurança de todos os envolvidos é a prioridade número um quando se realiza um pit stop. Cada movimento é planejado com tudo isso em mente. Mesmo assim, não se pode descuidar do desempenho.
Antes do início da temporada, as equipes ensaiam exaustivamente sua "coreografia" de pit stop mais de 200 vezes. Durante o ano, as equipes repetem este exercício mais de mil vezes. Na fábrica, vídeos de alguns ensaios são mostrados em uma tela gigante na sala de reuniões para dar a todos chance de identificar onde podem melhorar ou ajustar uma operação ou eliminar movimentos supérfluos.
O que acontece se os dois carros da equipe batem na primeira curva? Ou se uma chuva inesperada forçar ambos a parar no mesmo momento? Todos os cenários possíveis são analisados para garantir que a equipe jamais seja pega de surpresa. O próprio carro é projetado para que os pit stops sejam rápidos e eficientes. Os aros e cubos das rodas são produzidos de forma que se encaixem perfeitamente. Por exemplo, não é possível apertar a porca caso os dois não estejam posicionados perfeitamente. A mesma atenção aos detalhes foi dada ao formado da própria porca. A tradicional forma hexagonal oferecia apenas seis maneiras de encaixar a pistola pneumática. Então, produziu-se um novo design que oferece cinqüenta possibilidades. As equipes levam este refinamento ao ponto de retirar a porca que fixa cada uma das rodas o mais rápido do que elas são apertadas.
Coreografia da velocidade
Conheça os heróis por trás dos pit stops da equipe Renault F1
1) Jonathan Wheatley: com o “pirulito”, informa ao piloto como anda o pit stop. Steve Noakes: opera o macaco rápido dianteiro, remove o bico caso seja necessário.
2) Geoff Simmonds: substitui o bico do carro caso seja necessário. Paul Roberts: remove a roda dianteira esquerda, ajusta a asa dianteira esquerda. Steve Bates: remove a roda dianteira direita, ajusta a asa dianteira direita. Chris Hessey: opera a pistola pneumática dianteira esquerda.
3) Bob Bushell: opera a pistola pneumática dianteira direita. Kevin O’Mahony: encaixa a nova roda dianteira esquerda. Andy Poole: encaixa a roda dianteira direita. David Leadbeater: opera a bomba de combustível.
4) Darren Speake: ajuda a operar a mangueira de combustível.
5) Piero Pallavicini: engata o bico da bomba de reabastecimento no carro. Nigel Hope: introduz o bico da bomba caso a bomba reserva seja usada. Nigel Kenchington: ajuda a manobrar a mangueira da bomba reserva. Andy Band: remove a roda traseira esquerda. Dave Hyatt: remove a roda dianteira esquerda, opera o starter. Greg Baker: opera a pistola pneumática traseira esquerda. Barry Mortimer: opera a pistola pneumática traseira direita.
6) Simon Norgrove: encaixa a nova roda traseira esquerda, opera o starter.
7) Neil Garner: encaixa a nova roda traseira direita. Shaun Martin: passa a roda dianteira esquerda, opera o extintor de incêndio. Derek Rogers: passa a roda esquerda traseira, opera o extintor de incêndio. John Massey: passa a roda dianteira direita, opera o extintor de incêndio.
8) Steve Larney: passa a roda dianteira direita, opera extintor de incêndio.
9) Andy Cook: opera o macaco rápido traseiro. Gavin Anderson: substitui o volante de direção, caso necessário. Nigel Crosby: limpa a viseira do piloto, remove o volante de direção e “zera” o sistema de injeção de combustível, caso necessário.
Fonte: Renault Press.
Esta duração é idêntica para todas as equipes: 12,5 litros de gasolina por segundo. O procedimento de pit stop é extremamente rigoroso. Em cada um dos quarto cantos do carro, um mecânico tem a responsabilidade de remover a roda, outro coloca uma nova, enquanto um terceiro homem solta e rosqueia de volta a porca da roda com uma pistola pneumática.
Paralelamente, mecânicos, um na dianteira e outro na traseira do carro, erguem o carro do solo usando macacos rápidos. Dois outros são responsáveis pela bomba de combustível, cuja mangueira pesa 40 kg – por isso, costumam ser os mais fortes da equipe. Há ainda dois operadores de extintores de incêndio, dois que manejam os starters (dispositivos que auxiliam o início do funcionamento dos motores), os responsáveis pela substituição do bico ou pelo ajuste da asa dianteira em caso de necessidade, os que limpam as caixas laterais e a viseira do piloto. No total a quantidade de pessoas necessária chega a 23.
Aglomerar mais de 20 pessoas em 20 m² de espaço, ao lado de gasolina pressurizada, componentes incandescentes, além dos carros que passam pelos boxes a 100 km/h, exige uma organização impecável. A segurança de todos os envolvidos é a prioridade número um quando se realiza um pit stop. Cada movimento é planejado com tudo isso em mente. Mesmo assim, não se pode descuidar do desempenho.
Antes do início da temporada, as equipes ensaiam exaustivamente sua "coreografia" de pit stop mais de 200 vezes. Durante o ano, as equipes repetem este exercício mais de mil vezes. Na fábrica, vídeos de alguns ensaios são mostrados em uma tela gigante na sala de reuniões para dar a todos chance de identificar onde podem melhorar ou ajustar uma operação ou eliminar movimentos supérfluos.
O que acontece se os dois carros da equipe batem na primeira curva? Ou se uma chuva inesperada forçar ambos a parar no mesmo momento? Todos os cenários possíveis são analisados para garantir que a equipe jamais seja pega de surpresa. O próprio carro é projetado para que os pit stops sejam rápidos e eficientes. Os aros e cubos das rodas são produzidos de forma que se encaixem perfeitamente. Por exemplo, não é possível apertar a porca caso os dois não estejam posicionados perfeitamente. A mesma atenção aos detalhes foi dada ao formado da própria porca. A tradicional forma hexagonal oferecia apenas seis maneiras de encaixar a pistola pneumática. Então, produziu-se um novo design que oferece cinqüenta possibilidades. As equipes levam este refinamento ao ponto de retirar a porca que fixa cada uma das rodas o mais rápido do que elas são apertadas.
Coreografia da velocidade
Conheça os heróis por trás dos pit stops da equipe Renault F1
1) Jonathan Wheatley: com o “pirulito”, informa ao piloto como anda o pit stop. Steve Noakes: opera o macaco rápido dianteiro, remove o bico caso seja necessário.
2) Geoff Simmonds: substitui o bico do carro caso seja necessário. Paul Roberts: remove a roda dianteira esquerda, ajusta a asa dianteira esquerda. Steve Bates: remove a roda dianteira direita, ajusta a asa dianteira direita. Chris Hessey: opera a pistola pneumática dianteira esquerda.
3) Bob Bushell: opera a pistola pneumática dianteira direita. Kevin O’Mahony: encaixa a nova roda dianteira esquerda. Andy Poole: encaixa a roda dianteira direita. David Leadbeater: opera a bomba de combustível.
4) Darren Speake: ajuda a operar a mangueira de combustível.
5) Piero Pallavicini: engata o bico da bomba de reabastecimento no carro. Nigel Hope: introduz o bico da bomba caso a bomba reserva seja usada. Nigel Kenchington: ajuda a manobrar a mangueira da bomba reserva. Andy Band: remove a roda traseira esquerda. Dave Hyatt: remove a roda dianteira esquerda, opera o starter. Greg Baker: opera a pistola pneumática traseira esquerda. Barry Mortimer: opera a pistola pneumática traseira direita.
6) Simon Norgrove: encaixa a nova roda traseira esquerda, opera o starter.
7) Neil Garner: encaixa a nova roda traseira direita. Shaun Martin: passa a roda dianteira esquerda, opera o extintor de incêndio. Derek Rogers: passa a roda esquerda traseira, opera o extintor de incêndio. John Massey: passa a roda dianteira direita, opera o extintor de incêndio.
8) Steve Larney: passa a roda dianteira direita, opera extintor de incêndio.
9) Andy Cook: opera o macaco rápido traseiro. Gavin Anderson: substitui o volante de direção, caso necessário. Nigel Crosby: limpa a viseira do piloto, remove o volante de direção e “zera” o sistema de injeção de combustível, caso necessário.
Fonte: Renault Press.
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