quinta-feira, 25 de outubro de 2007

VESTIDOS PARA OUSAR

Macacões de Pilotos de Fórmula 1
Para arriscar a vida a mais de 300 km/h, os pilotos de Fórmula 1 precisam ter certeza que estão protegidos. Assim, eles têm mais confiança para ousar ultrapassagens que o motorista comum nem pode imaginar. Por isso, ao longo dos anos, seus macacões se transformaram em itens tecnologicamente sofisticados, que combinam máxima proteção com um impecável conforto.

O desenho e a produção dos macacões de corrida usados na Fórmula 1 são processos de grande precisão. Peças caras e personalizadas, estas vestimentas especiais são feitas sob medida para uso de apenas uma pessoa. Em função das diferenças morfológicas individuais, mais de 30 diferentes medidas são necessárias para obter o resultado ideal. Estas medidas são colocadas em um computador. Com um programa especial, produzimos um modelo tridimensional que nada mais é do que o corpo do piloto envolto pelo macacão, mas que existe apenas dentro do computador. O material utilizado é o Nomex, um tecido quase mágico. Não-inflamável, também não derrete e apenas começa a sofrer danos em temperaturas superiores a 380°C. Famoso por sua baixa condutividade de calor, é usado na grande maioria dos macacões e é rigorosamente selecionado pelos engenheiros junto a fornecedores especializados. Seguindo o design final aprovado pela equipe, o tecido é cortado a mão e as três camadas utilizadas - cada uma com diferentes funções - são sobrepostas. A primeira camada é a que entra em contato com a roupa de baixo do piloto. É macia ao toque, absorvente e permeável ao ar, de forma a permitir que a pele do piloto respire. A segunda camada protege contra o fogo e o calor, enquanto a última, além de ser a primeira e enfrentar o calor, também tem seu projeto voltado para a estética.Também feitos de Nomex, os logotipos dos patrocinadores são bordados apenas na camada externa. Desta forma, as outras duas não são perfuradas, limitando a expansão do calor no caso de incêndio. A montagem das três camadas e sua costura são feitas a mão. Das primeiras medições ao protótipo inicial, o processo todo leva três dias. Outros itens do vestuário feitos de Nomex são as sapatilhas, meias, luvas e a balaclava - espécie de capuz antichama. É necessário um dia inteiro para fabricar um macacão. Anualmente são produzidas 250 unidades destinadas não apenas aos pilotos, mas também aos mecânicos. Enquanto isso, cada modelo tem que ser aprovado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) antes de ser usado. Antes de serem enviados para as equipes, os macacões são inspecionados pelo departamento de qualidade e, caso haja o menor defeito, são enviados de volta para a oficina de costura. Alguns pilotos preferem que os macacões sejam mais soltos no corpo, outros os preferem mais justos, com ou sem cinto - são questões de preferência pessoal. O importante é que cada um sinta-se confortável e tenha liberdade de movimentos. O menor estorvo pode desviar a atenção do competidor durante a prova e, potencialmente, pode levar a um acidente. Em 2003, a Fórmula 1 introduziu a obrigatoriedade do HANS (sigla de Head And Neck Support, ou suporte para cabeça e pescoço). Este dispositivo é instalado sobre os ombros do piloto. Preso ao capacete, limita os movimentos da cabeça, evitando lesões que podem até mesmo levar à morte. Sua utilização obrigou as fábricas de macacão a alterar o design dos ombros. No interesse do desempenho e apesar das exigências feitas em nome da segurança, um macacão de Fórmula 1 pesa hoje menos de dois quilos.
fonte: Site Super Licança

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